Uma vez me disseram que eu cheguei no momento certo para ajudar uma pessoa. Mas na verdade, eu cheguei no momento certo para ser ajudado.
Teimosamente, ainda desafiamos os perigos da vida como se nada nunca mudasse, como se tivéssemos o controle sobre todas as coisas, como se tivesse um poder de manipular as situações. Não que dizer que devemos esquecer da autoestima, mas tomar cuidado com a superestima. E esse aprendizado foi muito valioso para eu me encontrar, parar de me esconder numa imagem que não sou eu mesmo, e me desmascarar e fazer entender as que realidade é agora outra.
Eu me sinto mais responsável pelas pessoas que me rodeiam, sinto muito mais amor por elas. Sinto que ainda não é o bastante, que eu ainda preciso aprender a cuidar, como se fossem flores sensíveis para as suas pétalas não serem arrancadas, tal como li num texto. Tenho que parar de ter medo do passado, dos bloqueios que me torturam, das injunções que sofri e acabei aceitando como verdades para usar a ilusão com lenitivo para minha dor de ser o que eu sou. Quero amar sem vergonha, sem medo, sem assédio, mas com muita coragem de assumir o amor que sinto e conquistar o direito da liberdade de ser o que sou na minha realidade íntima.
Eu não quero mais amar só, eu quero amar junto.
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