Em 2003, lecionei
com professor de História, Filosofia, Sociologia, Inglês e Espanhol, em escolas
públicas e particulares. Na Escola Cícero Vieira Neto, desenvolvi projetos de
intercâmbio cultural entre Brasil e Venezuela, pois a escola localizava-se na
fronteira entre esses dois países e os alunos eram indígenas e não indígenas
dos dois países.
Os projetos eram realizados a partir de excursões turísticas
mediadas por educadores de diversas disciplinas, que tinham por objetivo a
interdisciplinaridade e as experiências práticas dos alunos em total inserção
em culturas diferentes. O maior impacto
do projeto, se deu no que se refere a mudança de atitudes e comportamentos dos
alunos e professores, os quais apresentavam opiniões e ações que denotavam um
sutil preconceito em relação aos alunos indígenas. Um agravante da situação foi
a conflituosa demarcação de terras indígenas, o que gerou descontentamento na
população.
Nesse sentido, o projeto voltou-se ao reconhecimento da própria
identidade de cidadania brasileira, o respeito a diversidade e principalmente a
promoção da cultura da paz. Após um rigoroso processo seletivo no Serviço
social do Comércio – SESC, passei a fazer parte do quadro docente dessa
empresa. Como professor de História, mas
sempre acreditando na interdisciplinaridade e na mobilização social, realizei
com a equipe de professores projetos de desenvolvimento de voluntários juvenis.

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